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1906/2006
- CENTENÁRIO DO 1º VÔO
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Santos = Dumont - Cronologia
Fonte: PAMALS

1873 Em 20 de julho, nasce
Alberto Santos Dumont, em uma pequena casa com
varandas em estilo colonial, na Fazenda Cabangu,
cuja cabeça de comarca se chamava João Gomes,
mudando depois para Palmira, Minas Gerais. Seu
pai era o engenheiro Henrique Dumont e a mãe, d.
Francisca de Paula Santos Dumont.

1874/1879
Vai morar com a família
em Casal, fazenda de café do avô materno, que o
pai administra, e que fica perto de Valença,
Estado do Rio de Janeiro.

1879 Muda-se, com a família,
para Arindeúva, fazenda de café que o pai
adquire, próxima a Ribeirão Preto, São Paulo.

1883/1885
Realiza seus primeiros
estudos no Colégio Culto à Ciência, em Capinas -
SP.
1888
Vê, pela primeira vez,
um balão cativo na capital de São paulo. O balão
devia fazer parte de alguma exposição, ou
possivelmente pertencia a algum aeronauta,
profissional de parque de diversão.
1890 O pai torna-se hemiplégico
e vende a fazenda, que possuía cerca de 05
milhões de cafeeiros.

1891
Aos 18 anos, viaja com
toda a família para a França, a bordo do "Elbe",
onde o pai pretende curar-se da hemiplegia
frequentando as termas de Lamalou-les-Bains.
Visitando com o pai, em Paris, uma exposição de
máquinas no Palácio da Indústria, descobre um
motor a petróleo. Em
novembro, pelo "Portugal", regressa com a
família ao Brasil e vai residir numa casa da rua
Helvetia, em São Paulo.

1892 Em fevereiro, é emancipado
pelo pai, que também lhe entrega uma fortuna em
títulos. Acompanhado dos pais, volta à Europa,
onde pretende estudar em Paris. Mas Henrique
Dumont, chegando a Portugal, sente-se pior de
saúde e volta ao Brasil. Em 30 de agosto, o pai
falece no Rio de Janeiro.

1897 Descobre, numa livraria do
Rio, o livro de Lachambre e Machuron: Andrée au
Pôle Nord en Ballon. Volta a Paris e pela
primeira vez sobe em balão esférico, pertencente
à firma Lachambre et Machuron.

1898
Em Vaugirard, sobe com
passageiros em balão esférico. Torna-se um
voluntário piloto de balão, para a firma
Lachambre e Machuron. Encomenda à mesma firma um
pequeno balão para seu próprio uso, a que dá o
nome de "Brasil". Descobre o motor do
triciclo a petróleo. Participa da corrida de
automóveis Paris-Amsterdã, em carro adaptado com
motores de triciclo. Constói o seu primeiro
balão dirigível, o "Santos Dumont nº 1". Em 18 de setembro, acontece
uma experiência mal sucedida com o "Santos
Dumont nº 1". Em 20 de
setembro, navega pela primeira vez no "Santos
Dumont nº 1", tendo descida acidentada em
Bagatelle, com ameaça do balão dobrar-se ao
meio.

1899
Em 11 de maio, acontece
um ensaio fracassado com o "Santos Dumont nº 2",
que se dobra ao meio no momento da elevação. Em 13 de novembro, no
"Santos Dumont nº 3", faz uma feliz ascenção,
partindo do Campo de Marte, contornando a torre
Eiffel, descendo no "Parc des Princes". Manda construir em
"Saint-Cloud" um hangar para os seus balões.

1900
Em 1º de agosto termina
a confecção do "Santos Dumont nº 4". A Comissão Científica do
Aeroclube concede-le o "Prêmio de
Encorajamento", de 04 mil francos. Com o dinheiro do prêmio,
institui o "Prêmio Santos Dumont", como
incentivo aos pesquisadores da aerostação de
dirigíveis.

1901
Em 12 de julho, no "nº
5" voa sobre Longchamps e contorna a torre
Eiffel. Em 13 de julho,
concorrendo ao Prêmio Deutsch, de 100 mil
francos, ao contornar a torre Eiffel, um golpe
de vento violento o atira contra as árvores do
parque Rothschild. Em
08 de agosto, insistindo na prova Deutsh, o
balão perde gás e vai cair, explodindo sobre as
paredes de um edifício do Trocadero. Preso às
cordas e à quilha do balão, é retirado, ileso,
pelos bombeiros. Em 19
de outubro, no "Santos Dumont nº 6", ganha o
Prêmio Deutsch, partindo de Saint-Clou,
contornando a torre Eiffel e voltando ao ponto
de partida no espaço de 29 minutos e 30 segundos
(30 minutos era o tempo estipulado para a
prova).

1902
Em 29 de janeiro, sobe
o nº 6 em Monte Carlo, onde passa uma temporada
naquela cidade, a convite do príncipe Dino, que
mandou construir no "bulevar de La Condanine" um
aeródromo e hangar para os seus balões. Em 14 de fevereiro,
acontece um acidente com o "nº 6", que sossobra
nas águas da baía de Mônaco. Na época de
primavera-verão, visita Londres, Nova York e São
Luís. Em abril visita
os laboratórios do inventor Thomas Edison, em
Nova York, e é recebido na Casa Branca , em
Washington, pelo presidente Theodore Roosevelt.
Em maio, em LOndres,
tem o invólucro de seu dirigível nº 6 rasgado
por sabotagem no "Crystal Palace". Falece, em Portugal, sua
mãe, d. Francisca Santos Dumont. Constói, neste ano, os
dirigíveis nºs. 7 e 9.

1903
Finaliza a construção
do novo hangar em Neuilly, Paris. Faz os primeiros ensaios
com o dirigível nº 9 e com ele, posteriormente,
muitas ascensões. Em 14
de julho, no dirigível "nº 9", chamado de La
Balladeuse, toma parte na grande parada militar
de 14 de julho. Constrói o dirigível nº 10,
chamado dirigível-ônibus, com capacidade para
dez passageiros.

1904
Escreve Dans L'Air (Os
Meus Balões). Recebe do
governo francês a comenda de Cavaleiro da Legião
de Honra. Em junho
chega aos Estados Unidos, para participar da
corrida de dirigíveis de Saint-Louis, mas sofre
ação criminosa de sabotadores, que inutilizam o
invólucro do seu dirigível nº 7.

1905
Escreve artigo para a
revista Je Sais Tout. Projeto do Santos Dumont nº
11, um monoplano bimotor, e o nº 12, um
helicóptero, mas não os conclui. Finaliza a construção do nº
13, uma aeronave com dois balões destinada a
longas viagens, mas não obtém resultados
práticos. Em agosto,
ascenção, em Trouville, do "Santos Dumont nº
14". Numa corrida de
lanchas na Côte d'Azur, toma conhecimento do
motor "Antoinette", e conhece o seu fabricante,
Levasseur.

1906
Constrói um tipo de
aeroplano aquático, com asas do tipo "papagaio
celular de Hargrave". Experimenta o aparelho
como planador, conseguindo, para isso, prendê-lo
a uma corda e esta a um barco-automóvel, que o
impulsiona. Constrói
novo aparelho - um biplano - e para testar seu
equilíbrio e direção, prende-o sob o dirigível
"nº 14", desprendendo, depois, deste. Mas o
biplano fica conhecido como "14-Bis". Em julho inscreve-se em
Paris, para disputar duas provas de aviação: a
Taça Archdeacon e o Prêmio do Aeroclube da
França. Em 07 de
setembro, no Campo de Bagatelle, consegue
elevar-se no biplano por um segundo. Em 13 de setembro, no Campo
de Bagatelle, faz no biplano ("14-Bis") um
pequeno vôo de 08 metros. Em 30 de setembro,
participa da Taça Gordon Bennet para balões
livres, mas ferindo o braço numa transmissão
teve que aterrissar perto de Bernay. Em 23 de outubro, no Campo
de Bagatelle, eleva o 14-Bis com propulsão
própria e realiza um vôo de mais de 50 metros de
distância, diante da Comissão Fiscalizadora do
Aeroclube da França, obtendo a Taça Archdeacon,
ofertada ao piloto que em sua máquina, e por
seus próprios recursos, conseguisse voar através
de um percurso de 25 metros. Em novembro, em Bagatelle,
realiza com o 14-Bis um vôo de 220 metros,
mantendo-se a 06 metros de altura, e assim
conquista o Prêmio do Aeroclube.

1907
Em 21 de março, sobe no
"nº 15", biplano do tipo celular, mas desiste
desse projeto por não obter bons resultados. Em 04 de abril, o "14-Bis"
é inutilizado em desastre. Em 10 de agosto, sobe no
balão "Aigle' com pilotos do Aeroclube da França
e os amigos brasileiros Antônio Prado Júnior e
senhora, d. Eglantina. Em setembro, no Rio Sena,
faz experiências com o nº 18, um deslizador
aqüático. Constrói o
monoplano "nº 19". Constrói novo monoplano,
"nº 20", conhecido por "Demoiselle".

1908
Exposição da
"Demoiselle" no Salão da Aeronáutica, realizada
no Grand Palais de Paris.

1909
Em janeiro, obtém o
primeiro brevê de aviador, fornecido pelo
Aeroclube da França. Em
setembro, estabelece o recorde de velocidade,
voando a 96 km/h no "Demoiselle". Faz no "Demoiselle" um vôo
de 18 km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville,
considerado o primeiro reide da história da
aviação.

1910
É inaugurado um marco
de granito no Bois de Boulogne, assinalando os
primeiros recordes de aviação estabelecidos por
Santos Dumont em 1906. Abandona a aeronáutica.
Deixa de voar.

1913
Em outubro, o Aeroclube
da França ergue, em Saint-Cloud, um monumento em
comemoração do vôo do dirigível nº 6.

1914/1915
Passa esse período
entre o Brasil, Europa e novamente Brasil. A convite dos Estados
Unidos, viaja para Washington, para participar
do Congresso Científico Panamericano, intitulado
"Como o aeroplano pode facilitar as relações
entre as Américas".

1916
Parte para o Chile a
fim de participar de Conferência Pan-Americana a
realizar-se em Santiago. Em julho vai à Argentina,
para o centenário da Assembléia de Tucuman.

1917
Em Petrópolis constrói
a casa "A Encantada", com seus lendários
degraus.

1918
O sítio de Cabangu, em
Minas Gerais, lhe é doado pelo governo
brasileiro. Na
"Encantada" escreve o livro O que eu vi, o que
nós veremos.

1920
Volta a Paris.

1921
É indicado, em março,
como membro de honra do Aeroclube da França. Em Paris, no mês de maio,
faz sua última ascenção aerostática no balão
livre La Cignome.

1922
Manda erguer um túmulo
para seus pais e para si mesmo, no Cemintério de
São João Batista, no Rio de Janeiro. O túmulo é
uma réplica do Ícaro de Saint-Cloud.

1924
Paris. Brasil.
Novamente retorna a Paris.

1926 Interna-se no sanatório de
Valmont-sur-Territet, na Suíça. Oferece o prêmio de 10 mil
francos para a melhor obra escrita contra a
utilização de aparelhos aéreos como armas de
guerra.

1927
Passa algum tempo na
aldeia de Glion, Suíça. Volta à França.

1928
Volta ao Brasil a bordo
do vapos "Cap Arcona", e presencia grave
acidente com o avião que o vinha lhe dar boas
vindas na entrada da barra. Volta para a França.

1929
Recebe do governo
francês a comenda de Grande Oficial da Legião de
Honra da França.

1930
Interna-se na casa de
saúde de Preville, em Orthez, nos baixos
Pireneus, onde tem relativa melhora.

1931
É eleito membro da
Academia Brasileira de Letras, na cadeira que
tem como patrono Tobias Barreto. Parte para Araxá, Minas
Gerais, para tratamento de saúde.

1932
Em maio, muda-se para o
Guarujá - SP. No início
de julho, com o início da Revolução
Constitucionalista em São Paulo, manda uma
mensagem aos brasileiros, posicionando-se contra
a luta fratricida. Em
23 de julho morre em Guarujá, São Paulo, no
Hotel de la Plage, aos 59 anos.

Santos
Dumont recebeu o título de "Pai da Aviação", com o posto de Marechal-do-Ar,
pela Lei nº 7.243, de 06 de novembro de 1984.
Por ingerência de D. Anésia
Pinheiro Machado (Decana Mundial da Aviação
Feminina), uma das crateras da Lua recebeu o nome de Santos Dumont. Esse fato foi divulgado oficialmente
pelo astronauta americano Michael Collins,
Diretor do Museu Nacional do Ar, em Washington,
Estados Unidos, em nome do Comitê de
Nomenclatura da União Astronômica Internacional.
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